Koi no Yokan e o retorno ao meu próprio coração
Há encontros que acontecem antes mesmo de alguém chegar. Encontros silenciosos, íntimos, nascidos no território secreto onde a alma pressente, antes de ver, que algo luminoso se aproxima. Os japoneses chamam isso de koi no yokan — não o amor que explode de imediato, (não o amor a primeira vista, talvez a segunda vista) mas o pressentimento delicado e intenso de que uma história está prestes a florescer. Durante muito tempo eu procurei esse sinal fora de mim. Busquei em rostos, gestos, promessas e coincidências a centelha que me dissesse: “é por aqui”. Mas a vida, sábia em seus desvios, me conduziu de volta ao meu próprio centro. E foi nesse retorno — lento, às vezes doloroso, outras vezes libertador — que percebi que o primeiro pressentimento que importa é aquele que chamamos de intuição. Voltar para mim tem sido como reencontrar uma música cujo refrão eu já sabia cantar, mesmo sem lembrar quando a ouvi pela primeira vez. Como reconhecer a letra antes de ouvir a canção. Com...


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